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terça-feira, 5 de julho de 2011

Atlântida e Civilizações desaparecidas nas Bermudas

Como é natural, cada vez que são descobertas ruínas submarinas submersas no Atlântico pensa-se imediatamente, na possibilidade de identificá-las com o continente submerso da Atlântica.
Foi Platão quem pela primeira vez, em seus diálogos "Timeu e Critias", descreveu muito detalhadamente o "continente perdido", graças à informação recebida por Solón através dos sacerdotes egípcios de Sais. "Naqueles dias (aproximadamente onze mil e quinhentos anos) o Atlântico era navegável e havia uma ilha situada frente aos estreitos chamados Colunas de Heracles; a ilha era maior que a Líbia e a Ásia juntas, e era a rota para outras ilhas, e dela podia passar através de todo o continente situado em direção oposta e que rodeia o verdadeiro oceano; porque este mar que é encontrado dentro dos estreitos de Heracles (o Mediterrâneo) é somente um porto, com uma entrada estreita, mas o outro é o verdadeiro mar e a terra que o rodeia poderia ser chamada um continente".
Quando os deuses helénicos partilhavam a terra, a cidade de Atenas pertencia á Deusa Atena e Hefesto, mas Atlântida tornou-se parte do reino de Posídon, Deus dos mares.Em Atlântida, nas montanhas ao centro da Ilha vivia uma jovem órfã de seu nome Clito. Conta a lenda, que Posídon ter-se-á apaixonado por ela e de maneira a poder coabitar com o objecto da sua paixão, terá divisado uma barreira constituída por uma série de muralhas de água e fossos aquíferos em volta da morada da sua amada. Desta maneira viveram por muitos anos e da sua relação nasceram cinco pares de gémeos, ao qual o mais velho o Deus dos mares baptizou de Atlas. Após dividir a ilha em dez áreas anelares, autorizou supremacia a luz lunar
Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza, quer vegetal e mineral, não só era a ilha magnificamente prolifica em depósitos de ouro, prata, cobre, ferro, etc como ainda de orichac, um metal que brilhava como fogo.
Os Reis de Atlântida, construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior, entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.
Tanto a riqueza e a prosperidade do comércio, como a inexpugnável defesa das suas muralhas, se tornariam imagens de marca da ilha
Pouco mais se sabe de Atlântida, segundo Platão, esta foi destruída por um desastre natural (possivelmente um terramoto ou maremoto) cerca de 9000 anos antes da sua era. Crê-se ainda que os atlantes teriam sido vitimas das suas ambições de conquistar o mundo ao serem dizimados pelos atenienses nesta tentativa. Outra tradição completamente diferente chega-nos de Diodorus Siculus, em que os atlantes eram vizinhos dos Líbios e que teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas.
Segundo uma outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído que os outros povos da época, e ao prever a destruição iminente teria emigrado para África, sendo os antigos egípcios descendentes da cultura de Atlântida.
Na cultura pop do século XX, muitas histórias em quadrinhos, filmes e desenhos animados retratam Atlântida como uma cidade submersa, povoada por sereias ou outros tipos de humanos subaquáticos.
Ainda que ao longo dos anos a Atlântida foi "situada" em diversos lugares, a partir dos descobrimentos de 1968, na zona já menciona das Bimini e outras, a hipótese de que estivesse localizada na área do Triângulo das Bermudas foi discutida entre os pesquisadores e exploradores.

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